As Passageiras | Perda de tempo!

Filme chegou ao Top 10 da Netflix em uma semana de lançamento!

Resumo: Um jovem estudante assume o lugar de seu irmão como motorista de duas misteriosas mulheres para uma noite inteira de festas, e acaba descobrindo segredos perigosos.


Avaliação: 1/5 (⭐)

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O filme começa bem. Sem nenhuma enrolação, inicia no primeiro minuto com o suporte necessário para a construção de sua história, e a premissa é muito boa. Introduzido de maneira visualmente agradável, o filme explica a história de vampiros e humanos que, no passado, se caçavam. Apesar dessa richa, houve um acordo entre as espécies para manter a paz e, assim, passaram a coexistir. A trama é composta por diversos atores conhecidos como Debby Ryan (Radio Rebel), Lucy Fry (Academia de Vampiro), Megan Fox (Garota Infernal), Alexander Ludwig (Jogos Vorazes) e Alfie Owen-Allen (Game of Thrones), mas As Passageiras, assim como diversas obras, é a prova de que um bom filme não se faz apenas com atores famosos.


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Uma coisa que me incomodou foram as mudanças de personalidade de Benny, já que, após descobrir a verdade sobre as passageiras e presenciar um homicídio, inicialmente estava muito apavorado, depois mais tranquilo e flertando com Blaire (flerte o qual tomou atenção demais do filme e tirou um tempo que poderia ser usado na guerra silenciosa que estava ocorrendo), depois tentando fugir novamente... Fiquei na dúvida se seria como a Síndrome de Estocolmo, a qual a vítima se torna leal à seu sequestrador, mas caso fosse, deveria ser esclarecido. Nada fica claro na verdade, o enredo e as cenas são confusas, principalmente nos embates entre humanos e vampiros. Jay, o líder do lado humano, por exemplo, em determinada cena estava com sua gangue e em outra estava sozinho, aparentemente esqueceram da linearidade. O filme poderia ter um ótimo resultado se mergulhasse de cabeça na cidade que é controlada por vampiros ricos e poderosos, e aproveitado melhor atores como Megan Fox, que teve um papel de apenas 4 minutos irrelevantes na trama.


Com tudo isso, havia ainda uma esperança na ação. Entretanto, tal qual seus outros aspectos fracassados, é decepcionante dizer que não houve batalha alguma. Os momentos mais sanguinários e de ação que o filme poderia ter foram desperdiçados nos pequenos embates que estavam programados no itinerário de Blaire, Zoe e Benny e na perseguição fraca e inútil dos humanos (afinal, o que eram aquelas armas humanas que soltavam pontos brilhantes contra os vampiros?! eu tive que rir nesses momentos). Por fim, o filme apresenta uma conclusão demasiadamente previsível e comum. Os pontos positivos da obra são a dinâmica do trio, a ótima atuação de Lucy Fry como Zoe e a representação visual de Los Angeles encharcada de Neon. As Passageiras apresenta uma premissa interessante que infelizmente não foi cumprida em quaisquer aspectos. Acho necessário repetir aqui, assim como afirmou Caio Coletti ao criticar o filme, não serve nem como sessão trash de Halloween. Sua fama repentina e sua permanência no top 10 do streaming me confundem, talvez o público acesse a obra apenas pra haver alguma quebra de silêncio dentro de casa enquanto rolam o feed de redes sociais. Apenas uma suposição, mas o que posso afirmar é: essa visibilidade com certeza é passageira.














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