Venom 2: Vale a pena? (CONTÉM SPOILER)

Atualizado: 21 de out. de 2021

Venom 2: Tempo de Carnificina, produzido e estrelado por Tom Hardy, estreou no Brasil em 7 de outubro


Resumo: Após um ano dos episódios ocorridos em Venom (2018), Eddie Brock ainda tem problemas de convivência com o simbionte. Na tentativa de recuperar sua vida profissional, Eddie entrevista Cletus Kassady, um assassino em série que, em um de seus encontros, acaba sendo afetado por uma parte de Venom, originando assim o Carnificina, famoso vilão das HQs. É nesse momento que o alienígena e Eddie precisam se unir para derrotar o mal que foi solto.


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O filme foi surpreendente. Assisti Venom (2018) na noite anterior e minhas expectativas estavam altas, pois esperava algo melhor do que vimos no primeiro filme. Venom teve sua primeira aparição no cinema em Homem Aranha 3 (o que foi interpretado por Tobey Maguire), de forma um pouco diferente. Se na versão de Maguire, ao estar em contato com seu hospedeiro, o simbionte o tornava mais agressivo e inconsequente, essa lógica não se repete no primeiro filme solo e muito menos em "Venom: Tempos de Carnificina". No longa, recebemos um Venom aterrorizante apenas em sua aparência, apresentando-se quase como um animal de estimação de Brock.

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Isso me incomodou, pois é difícil de acreditar que o temível simbionte alienígena aceitaria uma vida pacata comendo galinhas e agindo conforme seu "dono". Houve um exagero nos alívios cômicos do personagem menos cotado para ser o engraçadinho do filme, e o ápice desses alívios foi o momento em que Eddie e Venom decidem se separar, e então Venom começa a agir como um(a) ex maluco(a)! O auge de todas foi a cena da festa em que Venom lamentava seu término com Eddie, e ao dizer isso há um conflito interno em mim: eu ria bastante desses alívios, mas como disse antes, não condiz nada com o personagem.


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O filme possui 1h45min de duração e, por isso, acredito que o tempo poderia ter sido melhor utilizado para apresentar os novos vilões Carnificina (Woody Harrelson) e sua amada Shriek (Naomie Harris). Um ponto a se comentar é que seria interessante uma explicação mais elaborada sobre a forma que Cletus se tornou o temido Carnificina... nas HQs, o serial killer dividiu cela com Eddie Brock que, ao ser dominado por Venom e fugir da prisão, deixou um rastro de sua composição, e esse fragmento seria o filho de Venom. No filme, não foi possível entender como aquele fragmento seria o primogênito do alienígena, tampouco houve alguma explicação racional para isso. No meu ponto de vista, seria interessante que aquele fragmento não fosse seu filho, mas uma parte de si que mantivesse conexão com seu todo. Venom não sentiu nenhum tipo de sinal ou conexão de que havia outra parte sua se transformando no vilão Carnificina, e acho que seria interessante que a consciência de Venom, ainda que em corpos diferentes e independentes, estivesse conectada com o original.


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Outra questão é que poderia ser melhor utilizado o tempo do filme para revelar a história de Shriek, que tem poderes muito relevantes numa batalha contra o simbionte, já que o anti-herói é vulnerável à determinadas ondas sonoras. Apesar disso, sinto que ela foi uma vilã mal aproveitada na trama, tendo em vista que não se sabe sua história e muito pouco sobre como adquiriu seus poderes, além de não ter participado efetivamente de nenhuma batalha, já que era constantemente barrada pelo Carnificina ao utilizar seus poderes, e morreu sem muita relevância na história. A personagem foi resumida à apenas o amor de Carnificina. Sua relevância foi tanta que mal lembrava seu nome após o término do filme.


O filme não cumpre com as proposta e com seu nome, que de carnificina não tem muita coisa. Mas, no geral, não digo que é uma obra ruim, eu me diverti com os alívios cômicos, uma relação de amor e ódio, já que não condiz com o personagem. Gostei da relação do protagonista com sua ex Anne e também com o Dr. Dan Lewis, atual dela, que inesperadamente cuidava e se preocupava com Brock e seus surtos desde Venom (2018). O filme mirou no Carnificina e acertou nos altos e baixos da relação de Brock e Venom e, ainda assim, o entretenimento foi garantido. Então, respondendo a pergunta inicial, vale a pena ver o filme, mas se for com altas expectativas, você pode sair decepcionado. Ah, deixa eu te contar uma coisinha: A CENA PÓS CRÉDITO É MAGNÍFICA!


Avaliação: 3/5 ⭐⭐⭐











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